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.: Há cura para a gagueira? :.
Depende muito do indivíduo, ele que pode se considerar curado ou não! Importante salientar que existem pessoas gagas que até brincam com o problema e não ligam para isto, considerando-se não portadoras de um problema mas de uma dificuldade. Você que está acessando este site, deve ser gago, disfluente ou ter algum parente próximo que o seja. O que você consideraria  a "cura"?
Parar totalmente de gaguejar e ter uma fluência perfeita ou libertar-se do medo de se expor, do medo que os outros saibam que você é gago?
Primeiro, Deus nunca erra! Fomos feitos assim e assim teremos de viver. Claro... podemos aprender a nos controlar e controlar a gagueira também. Isso é bom e necessário!
Segundo, que ninguém tem uma fluência perfeita a todo o momento!
Terceiro, se você escolher a segunda alternativa, você indiretamente estará incidindo na primeira. Veja, se você tenta por demais esconder que é gago, ou seja, disfarçar essa dificuldade, ela só tende a aparecer mais e mais. No momento em que você se assume como é, tudo passa a ficar mais lúcido! Ninguém aqui falou que é fácil, mais é possível! Exemplo disso são alguns integrantes do nosso grupo de discussão sobre a gagueira. Em resumo: a verdadeira "cura", que por hora está a nosso alcance é se libertar do medo de se expor como gago ou disfluente e seguir em frente como pessoas normais.  
.: Saiba mais sobre a gagueira :.
É uma falha ou fluxo e ritmo normal da fala. Pode se caracterizar por repetições de sons, de palavras ou sentenças, prolongamentos de sons, paradas, fugas de determinadas articulações ou palavras e, às vezes, bloqueio total de expressão. Freqüentemente, o distúrbio é acompanhado de tensão muscular e irregularidades respiratórias. 
.: Tipos :.
Há duas formas: Crônica - se caracteriza pela repetição de uma sílaba ou de um grupo de sílabas. Tônica - apresenta espasmos na fala com bloqueios tanto no começo quanto dentro das frases. Nos casos graves, ela se manifesta por uma tensão de todo o corpo, especialmente por uma fixidez no olhar, indicando grande perturbação interior. A gagueira pode ser crônica de início e vir a tornar-se tônica. As duas formas podem estar associadas. Evoluem de acordo com o comportamento do indivíduo, o meio que o cerca, as circunstâncias e os traumas de relacionamento. Sintomas Crianças - repetições (sílabas e palavras) e prolongamentos ("aaa"), adiamentos ("então né", "aí né"). Adolescentes - tremores nos lábios, medo das palavras, modificações na velocidade. Adultos - bloqueios, secundarismos (trejeitos, tiques como piscar de olhos, mexer com a boca, entre outros), medo de falar.
.: Como evolui :.
Há pelo menos dois estágios: Primário ou fisiológico - aparece em crianças pequenas sem consciência dos seu tipo de fala (os momentos de hesitações e repetições são normais). O distúrbio não é acompanhado de ansiedade, devido a não consciência do problema (a consciência se deve à crítica da família). Secundário ou patológico - o indivíduo consciente de sua dificuldade reage à gagueira aumentando a sensibilidade aos agentes precipitadores (mais difícil de se curar). 
.: Causas :.
Há muitas controvérsias. Existem correntes para justificá-la a partir de fatores psicológicos, orgânicos ou sociais. Atualmente, busca-se uma abordagem integrada que relacione fatores somáticos de caráter hereditário com fatores psicológicos responsáveis pela persistência e agravamento do problema. 
.: Como identificar :.
Entre dois e cinco anos é comum as crianças apresentarem disfluência, ou seja, repetição de sílabas ou palavras inteiras, pausas, prolongamentos, bloqueios e incoerências na fala. Se os sintomas persistirem e virem acompanhados de comportamentos secundários (trejeitos com o corpo, movimentos faciais, abrir e fechar os olhos rápido, mexer com a cabeça e passar a língua nos lábios), ou reações emocionais, procure um fonoaudiólogo.
.: Dicas para os pais :. 
• Não chame a atenção para as repetições ou hesitações de seu filho, nem por expressões faciais, frases ou qualquer tipo de ação. 
• Procure falar devagar, usando frases menores, com voz calma. 
• Seja um bom ouvinte e preste atenção no que ele está falando. 
• Evite interrompê-lo e tente encorajá-lo. 
• Não diga para ele ficar mais devagar, respirar ou pensar sobre o que vai dizer, isso só gera mais ansiedade. 
• Tente não usar palavras ou expressar reações negativas, mostre o quanto você tem prazer em brincar e conversar. 
• Assegure-se de que seu filho tenha boas horas de sono e uma quantidade propícia de exercícios físicos. 
• Não espere que seu filho comporte-se como "gente grande" em tudo o que faz. 
• Tentar fingir que nada está acontecendo não é uma boa saída. Converse francamente sobre o assunto contando que você percebe o que está acontecendo e vá buscar ajuda especializada.

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